quarta-feira, 31 de março de 2010

Feliz Páscoa


O momento é de renascimento
O momento é de mudança
Então que nesta páscoa, mas do que religiões, busquemos incessantemente por verdadeiras auto-reedições.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão

Fernando Pessoa

terça-feira, 23 de março de 2010

...


Difícil ser transparente?
Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros, mas ser transparente é muito mais do que isso...
É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar dos nossos sentimentos!
Muitos de nós preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam do mais profundo de nossos seres, mas se agíssemos com o coração, poderíamos evitar mta dor.
Sugiro que deixemos explodir toda a nossa doçura!
Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto o nosso medo, não desejar parecer tão invencível. Que consigamos apenas docemente viver, sentir e amar.
E que você seja não só razão, mas também coração. Não só um escudo, mas também sentimento.
Seja transparente, apesar de todo o risco que isso possa significar!

terça-feira, 16 de março de 2010

Ah... o tempo

Tantas vezes faz renascer sonhos,

Outras, traz ilusões esquecidas!

Algumas vezes o coração amadurece,

Outras não,

Vive a se embriagar com emoções desencontradas!

Entre outras, tem os anos me levado um pouco da memória.

Poderia dizer-me de onde nos conhecemos?

Como poderia eu ter perdido na lembrança tão sensível imagem?

Não acredito tê-lo deixado entre furtivas passagens!!!

Me perco a pensar entre a música que toca

e um lamento que ecoa,

as horas do tempo em busca das cores na memória,

Em vão tento buscar no mito,

Algo que me elucide o mistério...

Jamais me esqueceria um nascer de sol tão significativo,

A menos que tivesse sido eu transformada em pedra

e não estaria o herói me enviando tal mensagem!

Permaneço aqui esperando em companhia da lua,

Minguante,

mas ainda emitindo sua luz de feitiço...

o mesmo feitiço que experimentei em suas palavras...

Assim me despeço...

Andrômeda talvez?



Palavras amordaçadas,

Sufocadas, soterradas,

Poemas insurretos,

Só sobrevivem nos sonhos.

A emoção que se esconde,

Sorrateira entre os dentes,

A lágrima indigente,

Represada, latente.

Não posso confessar que te amo !

Não devo declarar o quanto eu te quero !

Não quero mais a dor de um quem sabe ?

Pois o meu sangue hoje se arrasta

Por vias estreitas, congestionadas,

Pelos capilares já nem passam !

Por força de tantos atritos,

Conflitos, detritos...

Se insistir eu enfarto !

Melhor colar em meus lábios um sorriso,

Um que seja bastante convincente,

Mas não a ponto de ser contundente,

Senão pode soar falso

E servir de alerta aos descrentes,

Que vivem a buscar um sinal, uma fraqueza...

Que possa me denunciar.

Deixa que permaneçam desatentos,

Não posso demonstrar meu desalento,

Não posso mais dar asas a incerteza,

Ainda que a tua imagem assombre

Os meus mais íntimos desejos,

Ainda que na cabeceira de minha cama,

Permaneça o teu retrato.

Ainda sou um romântico,

Só que não mais um confesso,

Isto eu ainda não consigo evitar,

Mas este é um segredo de estado

Que a ninguém é permitido revelar.

Enquanto isto,

Qualquer lágrima será vadia,

Indigente e inconveniente,

De preferência chorada no chuveiro

Para que ninguém possa notar.

sexta-feira, 12 de março de 2010

CORRER RISCOS



Rir é correr risco de parecer tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada.
Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.

Somente a pessoa que corre riscos é livre!

quarta-feira, 10 de março de 2010